segunda-feira, 30 de agosto de 2010

terezinha neta k3


Deixa eu olhar pra você e dizer o quanto te gosto...
Deixa eu te dar um abraço bem apertado e mostrar a você minha admiração.
Deixa eu te dizer meu amigo, que você é o sorriso do meu coração.
No meu peito você tem espaço de todos os lados, nunca me deixou no chão,
A beleza das pessoas está na capacidade de amar e encontrar em um amigo uma grande amizade.
A importância de um amigo não é se ele vai ser importante, mas se ele vai se tornar um amigo especial a quem podemos confiar.
E você meu amigo, tanto é importante como é especial,
Aquilo que enxergamos é o que está perto de nós, é o que um  amigo representa.
Sem pedir e sem dar nada em troca.
Porque uma grande amizade não se tem de um dia para outro,
uma grande amizade se conquista aos poucos mostrando suas qualidades, seu caráter e sua confiança...
E um grande amigo é tudo isso...


by : @wirllers_araujo .

créditos: Bruna Ramos.


Papai, quanto me amas?

No dia que nasceu nossa filha meu marido, não sentiu grande alegria. Por que a decepção que sentia parecia, ser maior do que o grande conhecimento de ter uma filha.

- Ah! Eu queria um filho homem - Lamentava meu marido.
Em poucos meses ele se deixou cativar pelo sorriso de nossa linda Carmenzita e pela infinita inocência do seu olha fixo e penetrante, foi então que ele começou a amá-la como loucura.
Sua carinha, seu sorriso não se apartavam mais dele. Ele fazia planos sobre planos, tudo seria para nossa Carmenzita. Numa Tarde estávamos reunido em família,quando Carmenzita perguntou a seu papai:
- Papai... quando eu completar quinze anos, qual será meu presente?
Ele lhe respondeu:
- Meu amor, vc tem apenas sete aninhos, não lhe parece que falta muito tempo para essa data?
Respondeu Carmenzita:
- Bem papai.. tu sempre diz que o tempo passa voando, ainda que eu nunca o tenha visto por aqui.
Carmenzita já tinha quartorze anos e ocupava toda a alegria da casa, especialmente o coração do seu papai. Num domingo fomos a igreja, Carmenzita tropeçou, seu papai de imediato agarrou-a para que não caísse... Já sentados nos bancos da igreja, vimos como Carmenzita foi caindo lentamente e quase perdeu a conciência. Seu papai agarrou-a e levou imediatamente para o hospital. Ali permaneceu por dez dias e foi então quando lhe informaram que Carmenzita padecia uma grave enfermidade que afetava seriamente seu coração.Os dias foram passando, seu papai renunciou a seu trabalho para dedicar-se a Carmenzita.Todavia, eu sua mãe, decidi trabalhar, pois não suportava ver Carmenzita sofrendo tanto.
Numa manhã, ainda na cama, Carmenzita perguntou a seu papai:
- Papai? Os médicos te disseram que eu vou morrer?
Respondeu seu papai.
- Não meu amor.. Não vais morrer, Deus é tão grande não permitiria que eu perca o que mais tenho amado neste mundo.
Perguntou Carmenzita:
- Quando a gente morre vai pra algum lugar? Podem ver lá de cima sua família? Sabes se um dia pode voltar?
Papai:
- Bem filha, na verdade ninguém regressou de lá e contou algo sobre isso, porem se eu morrer, não te deixarei só , onde eu estiver buscarei uma maneira de me comunicar contigo, e em ultima instância utilizaria o vento para te ver.
Carmenzita:

- Vento? Como vai conseguir isso?
Papai:
- Não tenho a menor idéia filhinha, só sei que se algum dia eu morrer, sentiras que estou contigo, quando um suave vento roçar teu rosto e uma brisa fresca beijar tua face.
Nesse mesmo dia a tarde , fomos informado pelos médicos que nossa Carmenzita necessitava de um transplante de coração , pois do contrario ela so teria vinte dias de vida.
Papai:
- Um coração! Onde conseguir um coração? Um coração! Onde, Deus meu?
Nesse mesmo mês , Carmenzita completaria seus quinze anos. E foi numa sexta–feira a tarde quando conseguira, um doador. Foi operada e tudo saiu bem. Carmenzita permaneceu no hospital por quinze dias e nenhuma só vez seu papai foi visitá-la.Todavia, os médicos lhe deram alta e ela foi para sua casa. Ao chegar em casa Carmenzita com ansiedade gritou:
- Papai! Papai! Onde tu estas?
Eu sai do quarto com os olhos molhados e disse-lhe:
- Aqui está um carta que seu papai deixou para você.

“Carmenzita, filhinha do meu coração: No momento em que ler esta minha carta, já deve ter quinze anos e um coração forte batendo em teu peito, essa foi a promessa que me fizeram os médicos que te operaram.Não pode imaginar nem remotamente o quanto lamento não estar do teu lado neste instante. Quando soube que morreria decidi dar-te a resposta da pergunta que me fizeste quando tinha sete aninhos e a qual não respondi.Decidi dar-te o presente mais bonito que ninguém jamais faria por minha filha.. Te dou de presente minha vida inteira sem nenhuma condição para que faças com ela o que queiras. Vive filha!! Te amo com todo meu coração!!!”
Carmenzita chorou por todo dia e toda noite . No dia seguinte foi ao cemitério e se sentou sobre a tumba do seu papai; chorou tanto como ninguém poderia chorar.
E sussurrou:
- Papai... agora posso compreender quanto me amavas eu também te amava e ainda que nunca tenha dito, agora compreender quanto me amavas e ainda que nunca tenha dito , agora compreendo a importância de dizer–te “ Te amo” e te pediria perdão por haver guardado silencio tantas vezes.
Nesse instante as copas da árvores balançavam, suavemente, caíram, algumas folha e florzinhas, e uma suave brisa roçou a face de Carmenzita, olhou o céu, tentou enxugar as lágrimas do seu rosto, se levantou e voltou pra casa.







FIM
 
 
 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

procura-se um amigo .

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir a falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

sábado, 14 de agosto de 2010

# subterfúgios

Fiz contagem regressiva. Inúmeras vezes, aliás. Riscava o calendário contando quantos dias faltavam para O GRANDE DIA. Sorrateiramente ele se aproximava, cada vez mais. Chegou mais tranquilo com a ajuda do ansiolítico da noite anterior. Frio na barriga e uma sucessão de minutos intermiáveis.

Assim, meio sem ver, passei por ela como quem engole com pressa aquela prim
eira garfada da comida quente demais. O grande dia acabou se tornando nada mais do que uma menção simbólica, porque de grande não teve. Eu que pensei que fosse saltar capítos à frente, que fosse mudar, que fosse me ver mudar, que assim acompanhasse a expressão dos olhares direcionados à mim mudarem também. Não.
Eu que quis recomeçar. Agora me faltam subterfúgios.

# incapacidade

om, hoje vou escrever sobre a minha incapacidade. Sou incapaz. Incapaz de perceber as coisas mais simples. Me ligo em detalhes esquisitos. Eu sou estranho. Minha mão não para de transpirar devido a uma indignação obtida minutos atrás. To indignado. Não gosto de certas intimidades. Não gosto de gente cheretando no que é meu. Viram? Eu sou incapaz. Incapaz de deixar isso passar desapercebido. Ah, ninguém sabe do que estou falando né? Não vou dizer. Sou incapaz de dizer o porquê. Ficaria envergonhado. Não gosto de intimidades. Não espero que alguém entenda o que eu escrevi aqui. E por favor, não me perguntem. Eu só queria auto-desabafar.

Sobre a Vocação

Eu estive pensando, estive pensando em todas as coisas que sonhamos em todas as coisas que aspiramos desde pequenos, desde bem pequenininhos.Quando ainda sem nada éramos tudo. Quando nosso sorriso ainda podia nos refletir por completo. Erguíamos nossas cabeças e elevávamos nossos corações... Nossa vida era um sonho. Seríamos aquilo que mais amávamos. E brincávamos... e sorríamos... E nossa vocação era leve como uma nuvem, e tão transparente como um dia ensolarado!A certeza do amor que nos guiava até nossos jogos de criança era a certeza de nossa futura missão... Eu? Eu cantava para as plantinhas, gostava de macerar as ervas e de medicar meus animaizinhos e minhas bonecas... Era como se eu fizesse parte daquele reino de vegetais... Era tudo tão doce e tão claro... Aquela tão gostosa sensação de liberdade, da liberdade de obedecer às leis da natureza. Essa sensação que vamos perdendo com o passar dos anos, a medida em que vamos contaminando com tudo aquilo que não é nosso.Crianças são como cristais. Já vem prontas. Lindas!!!! Reluzentes e cheias de amor e vontade divina. Nós é que muitas vezes, cheios de nossas psceudo verdades vamos pouco a pouco diminuindo seu brilho, encobertando nossos cristaizinhos com nos pré-conceitos e conceitos "tão tão certos sobre a vida." Mas o que sabemos? Somos como poeira no vento, arremessados de um lado para o outro porque ainda não aprendemos e não aceitamos que a única forma de nos tornar grandes é nos conectando com a única coisa que nos eleva: Deus! É preciso obedecer para ser livre! Estamos vivos porque fohart (o princípio divino vivificante) percorre nosso corpo de uma extremidade a outra de nosso corpo e alma nos dando sustentação e vida, e mesmo assim insistimos em olhar para fora quando deveríamos reluzir o cristal que temos dentro...Se alguém me perguntar quem sou, respirarei profundamente e irei me remeter aos anos de infância, eu sou a minha vocação e a minha vocação é minha missão e esta sou eu.Para ser feliz, para se realizar... só obedecendo... - a si mesmo- logo, a Deus.Nossa missão? Ah... nossa missão aqui e em qualquer lugar é nossa vocação.Então, por que não me responde agora : Quem você era quando criança?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Frágil !

Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.


domingo, 1 de agosto de 2010

# Martha Medeiros

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro. Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição. Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas. Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa. A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.